Ensino a distância: muito espaço e pouca mobilidade

20/09/2009 às 21:38 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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“Sendo certo que a infoexclusão é hoje sinônimo de exclusão social, a educação superior de adultos a distância contribui para a diminuição do fosso entre infoincluídos e infoexcluídos digitais. É esse também um benefício (mais um) de uma modalidade de ensino que mudará o nosso futuro, em termos que só a falta de visão, a tibieza ou a escassez de iniciativas conseguirão limitar”, escreve Carlos Reis, professor de literatura portuguesa e reitor da Universidade Aberta, de Portugal, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 02-09-2009.

Desde o governo FHC os educadores do ensino fundamental e médio constituem o alvo dos programas de governo, na esfera federal como em redes estaduais, de educação a distância calcados nas tecnologias da informação, por força das circunstâncias e da Lei de Diretrizes e Bases do Ensino, que, além de exigir de todos o diploma de nível superior, determina que lhes seja garantida a capacitação em serviço.

A urgência de promover o salto qualitativo no ensino público gerou intensa mobilização do MEC no sentido de financiar pesquisas sobre o uso da informática na EAD e implantar cursos a distância. Contraditoriamente, porém, a utilização da EAD com o fim de democratizar o acesso ao ensino superior fora do âmbito da formação de professores, assim como o uso das tecnologias da informação a fim de enriquecer e agilizar o processo de aprendizagem, mesmo quando se dá através do sistema presencial, caminha lentamente e vem desanimando os defensores mais entusiastas desta modalidade, aliás, nem tão nova assim: do envio de livrinhos pelo correio aos alunos, passando pelo uso do rádio e televisão, lá se vão mais de cem anos de educação a distância. E mais de cem anos de desconfiança em torno desta alternativa educacional que, em um país onde as desigualdades regionais são proporcionais às suas dimensões, deveria estar mais que consolidada. No entanto, mesmo que os problemas causados pelo distanciamento físico entre alunos, colegas e professores tenham sido minimizados por recursos como correio eletrônico, chats, videoconferências etc, e mesmo com a possibilidade de construção de ambientes virtuais de aprendizagem, que contextualizam conteúdos e constitui um divisor de águas na história da EAD, ela sofre com o imobilismo. Devido à falta de regulamentação do Ensino à Distância e por travas impostas pelo governo, apenas 1 milhão, dos 56 milhões dos estudantes brasileiros, utilizam essa metodologia de ensino.

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